Eu não me lembro ao certo o dia,mas me recordo que foi em janeiro de 1811.
Estava sentado na praça como de costume,
escrevendo meus ridículos versos de amor,
só que não existia amor em mim... era tudo enganação.
De repente avistei no horizonte da praça
uma linda mulher,
Por muito fiquei observando de longe,
mas foi o suficiente para nascer em
mim algo que não existia.
Lembro-me que tua pele era macia como pétalas de rosas,
seus cabelos brilhavam como uma linda
rosa vermelha salpicada com gotas de orvalho,
seu sorriso era tão belo como uma perola
e seu olhar... mais atraente do que o por do sol.
Mas logo percebi que
algo estava estranho,
pois ela não se movia,
seu olhar era fixo e não expressava nenhuma emoção,
ela apenas dava um sorriso de ladinho.
E me parecia que conhecia ela a muito tempo...
parecia que ela sempre estava ali naquele horário,
não... na verdade eu que estava sempre ali naquele horário.
A verdade é que estava loucamente apaixonado
por ela,
mas logo percebi que nosso amor era impossível.
Pois mesmo uma bela estatua de cobre,
não pode amar um homem como eu,
na verdade não pode amar ninguém.
Pois mesmo que ela expresse uma alegria por fora,
por dentro ela é igual a mim..... VAZIA.
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